Levantem as mãos todos aqueles que adoram a chamada Prova!! Humm… quase ninguém!!

Bem.. ela já foi chamada de “avaliação”, “atividade individual com/sem consulta”, “exercício em sala de aula para nota” entre outros apelidos… contudo, sempre foi prova. Apesar de se travestir com outras roupagens, no fim das contas exigia que você desse conta de reproduzir um conteúdo específico. E isso tudo para provar o que??

Sempre detestei a tal da prova! Desde pequena achava um absurdo ser obrigada a decorar um monte de coisas, que na maioria das vezes não eram contextualizadas. Mesmo assim, tinha um bom desempenho… mas o que aprendi?? Melhor… o que produzi?? Porque a gente precisa aprender algo para produzir. Não acredito que as pessoas estudem simplesmente para absorver uma centena de informações com as quais não produzirá nada.

Foi assim no Ensino Fundamental, Médio e Superior. Até que, semana passada, uma professora fantástica me fez ter a esperança de que um dia as pessoas serão “avalidas” de forma mais útil. Esta professora ministra a disciplina de Psicologia Jurídica e poderia nos ter cobrado que decorássemos muitas coisas, ou que reproduzíssemos várias idéias de vários autores, mas ela resolveu fazer diferente.

Marcou o dia da avaliação. Quando estávamos todos lá, sentados, aguardando pelo que viria, sem ter muita idéia do que seria (pois ela já havia dito que não precisávamos decorar nada), ela entregou a cada aluno um envelope numerado. Dentro do envelope havia uma foto, e esta se repetia de acordo com a numeração. Então ela nos pediu que escrevessemos tudo o que sentiamos vendo aquela foto, tudo o que ela nos dizia e tudo o que conseguiamos ver ali. Então o fizemos. Ao terminarmos ela pediu que sentássemos em grupos de acordo com a numeração dos envelopes. Cada grupo deveria discutir sobre as impressões individuais que haviam tido e depois escrevê-las, assim como o que houve de semelhante e de diferente. Ao final, ela recolheu o que haviamos escrito. Em sua próxima aula, ela nos trouxe cartolinas, tintas, lápis de cor, giz de cera e canetinha. Entregou uma cartolina para cada grupo, distribuiu os materiais e pediu que colocássemos ali tudo o que havíamos escrito na aula anterior, mas com o mínimo de palavras. Ao final, cada grupo apresentou suas impressões para a turma, sua produção com os materiais que ela nos havia entregue, e pudemos discutir um pouco da prática de toda a teoria que havíamos visto no semestre.

Enquanto fazia esta avaliação, pensei em quantas vezes desejei me colocar mais em uma avaliação, do que colocar autores e suas idéias. Pergunto… será que é muito difícil um professor criar novas formas de avaliar seus alunos? Ou, será que eles estão tão engessados em práticas arcaicas das quais não conseguem se desgarrar? Que tipo de profissionais poderiamos produzir caso fossem avaliadas mais suas produções que suas reproduções?