Mais uma vez, voltando para casa em meu Transcol de cada dia!!! Graças a uma carona de uma amiga, ao invés de passar 1 hora e meia dentro do ônibus, passei só 40 minutos. Mas foram os 40 minutos mais bizarros de minhas viagens de transcol (que consigo lembrar agora).

Peguei o 1° ônibus em frente da casa da minha amiga. Fui sentadinha, tranquila, até que um senhor de meia idade resolveu jogar o guardanapo do churros dele pela janela do ônibus. Ele estava sentado de frente para mim, e eu fiquei o encarando com cara de brava, mas ele nem deu ousadia. Não deu nem 5 minutos, uma moça que estava ao lado dele também confundiu a janela com a lixeira, e jogou seu guardanapo também. Fiquei me coçando para perguntar-lhes por quê fizeram aquilo, mas não tive tanta cara-de-pau quanto eles. Logo chegamos ao Terminal de Vila Velha (um dos meus piores pesadelos).

Entrei na fila para o famoso 507. Logo chegaram 4 adolescentes que furaram fila exatamente na minha frente onde estavam 2 amigos deles. Dos 6 adolescentes que agora se encontravam em minha frente, dois eram do sexo feminino. Gente, juro que não tenho problemas com adolescente, mas estes 6 são extremamente irritantes. Volta e meia pegam o mesmo ônibus que eu, e infernizam a viagem. Gritam com se tivesse amplificadores ao invés de cordas vocais, falam palavrões na mesma frequência em que respiram, sem contar a falta de respeito para com quem está por perto. Um destes brilhantes seres mal compreendidos pela sociedade não se encomodou nenhum pouco em ficar gritando exatamente no meu ouvido. Aff!!!

Eu estava esperando Marquinh05. Assim que ele chegou, eu disse que não queria pegar o mesmo ônibus que eles. Quando o ônibus chegou, estava tão lotado que eles não entraram. Amém!!! Amém porque eles não entraram, porque ônibus cheio é terrível, mas o de hoje me deu até crise de riso. Eu estava com minha pasta “pouco pesada” na mão, sem ter onde me segurar. Encontramos uma barra vertical em que dava p/ tentar se segurar. Logo havia uma dúzia de mãos também na barra. Uma senhora espertinha que estava atrás de mim resolveu segurar na barra também, mas para isso ficou descançando o braço pesado no meu ombro e colocou a mão bem no nariz!! Não adiantava chorar, então comecei a rir!!! A gente não podia soltar a barra nem para tirar o cabelo do rosto, senão perdia a “vaga”. Agora pense, isso já é o suficiente para um final de dia, não???

De repente levanta um senhor fritando com uns rapazes, xingando eles de tudo quanto é nome e falando que ía enfiar o ferro neles, bater neles, e fazer não sei mais o que. Pelo que eu entendi, os meninos só tinham mexido com uma moça. Precisava de tudo isso. O homem arranjou tanta confusão, e ameaçou tanto avançar nos meninos, que até esqueci do braço da mulher espertinha em meu ombro e fiquei prestando atenção.

Bem… esse post já está ficando gigante, então vou parando por aqui. Para resumir, viajei hoje numa lata de sardinha, que mesmo sem epaço pra gente tinha espaço para um senhor de um metro e meio querer bater nos outros. Seria apenas cômico, se não houvessem porcos no coletivo anterior!!!